O grito de uma nação

Postagem : 16 de setembro de 2018

O Brasil viveu, e ainda vive, uma história de conturbação política e de instabilidade. Como consequência, o país tornou-se uma pátria órfã, tanto pela ausência de uma figura capaz de construir um Estado que cumpra suas funções contratualistas, quanto pela falta de legitimidade das figuras presidenciáveis.

Para o filósofo inglês, John Locke, o homem em seu estado de natureza é mal e faz de tudo para atingir seus objetivos. A única forma de evitar a guerra entre os homens é por meio da fundação de um Estado estabelecido por um Contrato Social, que tenha a função de manter a ordem, garantir os direitos e deveres. Sob esse viés, no Brasil, observa-se o descaso de representantes políticos para tornar realidade o papel do Estado e trazer qualidade à unidade nacional. Visto que a função de um pai é lutar pelo bom futuro de seus filhos, o Brasil é ausente do mesmo, pois se afunda em uma crise sem ninguém lutando para pescá-lo.

Em segundo plano, há muito, o Brasil não é representando por uma figura, realmente, legítima. Presidentes, como Getúlio Vargas foram reconhecidos pela população e fornecem à mesma o carisma, a segurança, a confiança e a esperança. A falta de alguém no plano político capaz de transmitir essas sensações faz com que a sociedade atual perca a fé no futuro do país. A necessidade e a importância do voto consciente não é ensinado para o bem comum.

Em virtude do abandono parental vivenciado pelo Brasil, cabe às escolas o papel imprescindível de formar os cidadãos, politicamente, seja por aulas, debates ou questionamentos. Fiodor Dostoiévski, filósofo russo, enfatiza que: “Todos somos responsáveis de tudo, perante todos”, reforçando, a importância do voto para eleger um representante capaz de trazer esperança para a nação e cumprir as funções do Estado, a fim de que o país, realmente, passe a prosperar. Só dessa forma, será possível construir uma nação unida por uma figura paterna e, acima de tudo, reconhecida por todos.

 

 

Autora: Marina Monteiro. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: Negligências na coluna vertebral de um país: a cultura.