O mundo pede socorro

Postagem : 7 de maio de 2016

O mundo contemporâneo vivencia numerosos entraves, fazendo com que o homem duvide de sua capacidade de transformação. Já afirmara o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado”. Esse panorama entristece a humanidade que, em pleno século XXI, ainda não alcançou a utopia da paz mundial.

Impossível não se alarmar com a situação recentemente enfrentada no continente europeu. Os ataques terroristas praticados pelo Estado Islâmico contra a França, por exemplo, que foi atingida duplamente no decorrer deste ano, levam a crer que o mundo pode caminhar rumo até a uma Terceira Guerra Mundial. Os ataques contra o jornal satírico “Charlie Hebdo”, no início do ano e os bombardeios, em diversos locais de Paris, ocorridos no mês de novembro evidenciam a dificuldade de promover a paz em plena capital da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Paralelamente a isto, reportando-se às dificuldades, no Brasil, houve também uma outra tragédia, só que em nível ambiental, considerada o maior drama do ecossistema da história do país. No estado de Minas Gerais, no município de Mariana, presenciou-se, recentemente, um enorme vazamento de lama em seus rios, devido ao rompimento de barragens. Isso constitui uma situação de calamidade, uma guerra com o meio ambiente, pois a lama impede a entrada de luz solar e a oxigenação da água, que tem seu pH alterado, o que acarretou mortes, destruições e um desequilíbrio na fauna e na flora. Além disso, as matas ciliares foram arrasadas e muitos cidadãos ficaram sem água, comida, roupas, e perderam suas casas. Tal acontecimento evidencia que a gestão ambiental brasileira está falida e, infelizmente, não há grande expressão do governo para alterar esse quadro caótico que confirma o inabitável planetário.

O planeta está bloqueado, não apenas devido às tragédias ambientais, ou ao terrorismo em foco nas mídias mundiais: há muitas questões que assustam toda a sociedade e que precisam ser resolvidas. Esse panorama de crise mundial faz lembrar o quadro, “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, no qual são retratados os sentimentos de angústia, pânico, desespero e medo. Seria desejável que as sociedades repensassem suas atitudes, por meio da conscientização educacional e midiática. Vê-se que é necessário urgentemente um resgate dos valores humanos, como os de cidadania, a compaixão pelo próximo e o diálogo para o planeta alcançar imediatas soluções e para sanar os intensos problemas desse admirável mundo novo.

 

Autora: Isabela Peçanha. Vestibulanda 2015. Aluna do Curso Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: O que está acontecendo com o admirável mundo novo?