O poder da classe dominante

Postagem : 19 de agosto de 2012

Observa-se, na última década, uma alteração de conduta na sociedade brasileira. Diante desse pressuposto, é importante interpretar a atuação midiática e as facilidades governamentais com foco na emergente classe média brasileira.

Há evidências de que o poder de influência da mídia, principalmente, sobre a classe C, tem um papel considerável. Não é difícil entender que a atual classe média é facilmente influenciável, devido à sua ingenuidade e falta de conhecimento. Os meios de comunicação estão cada vez mais atentos a isso e elaboram sua programação com foco em atender as preferências dessa classe dominante. Além disso, com tantos apelos da mídia, há também uma visível mudança no comportamento de toda a sociedade brasileira.

Não há como ignorar, que devido à crise da Europa ter atingir diretamente o Brasil, o governo de Dilma Rousseff cria uma estratégia político-econômica, reduzindo impostos e incentivando o consumo, que visa aquecer o mercado interno para melhorar a crise. Nesse sentido, tudo leva a crer que essa classe emergente é a que mais se prejudica, com essa situação, pois acaba adquirindo bens, muitas vezes, supérfluos e, depois de alguns meses, não consegue quitar suas dívidas. Pelo visto, essas atitudes do governo geram alterações na conduta, por estimular o consumo com as facilidades das linhas de crédito.

Diante do exposto, compreende-se que as estratégias da mídia e do governo para aquecer o mercado interno influenciam no comportamento da sociedade brasileira. Porém, a população deve estar atenta a essa situação e deve passar a assistir à televisão com olhos críticos. Há outras soluções governamentais, como fomentar as melhorias na saúde, transporte, infraestrutura e educação, pois assim formaremos pessoas exercendo a cidadania com mais personalidade e senso crítico.

Julyane Alves de Assis dos Santos. 25 anos. Farmacêutica. Pretende fazer Medicina.