O poder educacional

Postagem : 11 de maio de 2014

A educação não tem recebido a devida atenção no Brasil. É nessa direção que o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes retratou em um “ranking”, a assustadora realidade da educação precária da nação brasileira.

É preciso argumentar que, segundo o sociólogo brasileiro, Paulo Freire, o país apresenta um tipo de educação Bancária, que é fundamentada no depósito de conhecimentos, gerando indivíduos sem senso crítico. Sendo assim, é válido citar que esse tipo de educação é a preferida pelos integrantes políticos brasileiros, que estão interessados na formação de cidadãos ignorantes e acomodados, que se submetam à estrutura de poder vigente e que não votem fazendo prevalecer seus direitos e exigências.

Em contraste a isso, países pequenos, como Cingapura e Coréia do Sul, alcançaram os primeiros lugares no “ranking” organizado pelo Pisa e mostraram ao mundo a preocupação em formar indivíduos com bom capital intelectual e capazes de perseguir os próprios direitos. Vale ressaltar também, que a Suíça investe, cada vez mais, em professores, lapidando a preciosa joia chamada educação.

Em virtude dessas considerações, é preciso lançar luz sobre os indivíduos, para que escolham melhor seus representantes. Caberia ao governo a implantação de projetos e investimentos baseados na educação Libertadora, que consiste na aprendizagem mútua, entre professores e alunos, fazendo de ambos, os sujeitos da construção do conhecimento. Na visão de Paulo Freire, há a confirmação de que: “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Por isso, é preciso investir na capacitação dos jovens e de seus mestres, para que o ensino seja usado como uma arma, para extinguir do país, problemas como a violência e a corrupção.

Flávia Klem de Mattos Miquelito. Vestibulanda.