O preconceito histórico

Postagem : 15 de setembro de 2014

A igualdade de todos perante a lei descrita, no “caput” do artigo quinto da Constituição Cidadã de 1988, é um princípio básico do Direito Constitucional Brasileiro. Mesmo assim, ainda existem aqueles que ignoram, não só a lei, mas a moral e a ética, cometendo injúria e segregação racial.
No decorrer da história da humanidade, diversos conflitos e guerras ocorreram em função da aversão ao diferente. Nesse aspecto, o racismo não se difere da xenofobia ou do radicalismo religioso, visto que já sucederam-se dois “apartheids” em decorrência do mesmo. Porém, a exclusão social efetuada contra negros, não se restringe à África do Sul e aos Estados Unidos, palcos de regimes políticos segregacionistas.
No Brasil, a aversão aos negros é fruto de um passado colonial pautado pela exploração do trabalho dos escravo que, em sua maioria, era de origem africana. A exploração negra era uma característica tão marcante, que o Brasil foi o último a abolir a escravidão na América. Essa abolição completou, em 2014, cento e vinte e seis anos.
Passado mais de um século, desde a assinatura da Lei Áurea, ainda existe racismo no Brasil. Esse ato discriminatório, fruto de uma herança tricentenária, deve-se, principalmente, à impunidade, por parte das autoridades e à ignorância da população.
Em um país cujo povo é fruto da miscigenação, o preconceito étnico ou racial é inconcebível. A realidade deve corresponder ao sonho de Mather Luther King Jr., no qual as pessoas deveriam ser julgadas, não pela cor, mas pela sua personalidade. Se existe uma solução para a discriminação, está na educação familiar, a grande formadora do caráter e dos princípios.

Arthur Pires Lacerda. Vestibulando.

Tema: Que desafios os negros, no Brasil, enfrentam em relação à inclusão social?