O sopro da vida

Postagem : 20 de setembro de 2020

A valorização da qualidade de vida tem sido cada dia mais almejada pela sociedade atual. Diante de estudos que apontam os benefícios de uma saúde bem cuidada, abandonar velhos hábitos e praticar uma vida mais saudável deve ser prioridade entre grande parte da população. De acordo com o poeta e ator inglês, William Whakespeare, “Em certos momentos, os homens são donos dos seus próprios destinos”. Com essa mentalidade renovada e tamanho conhecimento, como alguns jovens ainda persistem em trilhar caminhos que podem ser letais?

O tabagismo é extremamente prejudicial ao organismo, afetando diversos órgãos vitais e trazendo inúmeras enfermidades, incluindo o câncer. A população, no entanto, parece ignorar esse fato e abre mão da própria saúde, em prol de alguns segundos de prazer, proporcionados pela nicotina. Um dos motivos que levam os jovens a se entregarem ao vício é pelo status social e pela sensação de sentirem-se incluídos. No século XX, com propagandas gloriosas e a glamourização do uso dos cigarros, a população sentiu-se tentada ao uso do tabaco, sem saber que, no futuro, essa moda traria sérios danos. As mídias televisivas, sendo as maiores formadoras de opinião, ainda nos dias de hoje, tiveram grande influência no crescente número de fumantes ao redor do país e do mundo.

Com o passar dos anos, a conscientização populacional e campanhas contra o tabaco aumentaram, pondo em extinção a popularidade de seu uso e incluindo imagens de advertência nas cartelas dos cigarros. Porém, um novo mal chega aos mercados, com a falsa promessa de que seria inofensivo, por não produzir fumaça. Os jovens, mais uma vez, caem na estratégia dos fabricantes e tornam popular o “cigarro da nova geração”: o cigarro eletrônico, que apesar de ter sua venda proibida no Brasil, ainda circula pelas lojas clandestinas e, consequentemente, nas mãos de vários adolescentes. O vaporizador contém uma quantidade exagerada de nicotina e diversas outras substâncias cancerígenas, que podem equivaler em um único cartucho, ao uso de 20 cigarros.

Face às estatísticas atuais que mostram que cerca 11% da população é fumante, o Ministério da Saúde deve dar continuidade ao combate ao tabagismo, unindo forças com as mídias, que têm grande poder de persuasão, com assuntos de grande importância. Escolas, universidades e outros ambientes frequentados por adolescentes e jovens adultos devem incentivar campanhas antifumo, convidando profissionais da saúde para alertarem sobre os efeitos desse mal. Deste modo, será possível ter uma população mais consciente e responsável em seus atos e escolhas.

Autora: Maria Eduarda Gomes. Aluna do centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Tabagismo ainda tira fôlego no século XXI.