Ordem e progresso

Postagem : 23 de junho de 2012

Na sociedade do espetáculo do século XXI, o que importa é a compra. Partindo desse pressuposto, vale lembrar a mudança dos valores pela qual a sociedade capitalista atual tem passado em que se observa o aumento, em um ritmo vertiginoso, do consumo.

Como primeiro aspecto, é importante ressaltar, que essa sociedade de consumo atual, tem origem em um contexto de pós-Guerra Fria que, dentre outros aspectos, resultou na formação da obsolescência. Contudo, é interessante observar que o que está ocorrendo com o consumo é um retrocesso à lógica fordista de mercado, isto é, adequação do mercado ao produto. Nesse contexto, vale citar o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, que estuda toda essa liquidez permeada no dia-a-dia da sociedade. Isto pode ser observado, por exemplo, nas compras atuais para a ostentação pessoal.

Nessa perspectiva, é oportuno apontar também, a ascensão das classes C e D, observada através da aceleração do ritmo de consumo. Diante dessa sociedade marcada pela preocupação com a estética e consumo, em detrimento da ética, vale observar a valorização do ter ao invés do ser. Aliás, o consumo abrange cerca de 30% a mais do que o meio ambiente é capaz de suportar, resultando na escassez de recursos naturais que tem preocupado, ou pelo menos deveria, à governança mundial.

Diante dessas colocações, percebe-se que o fetichismo exercido pelas mercadorias sobre os consumidores tem sido responsável pelo zoomorfismo populacional. Portanto, faz-se necessário o desenvolvimento do senso crítico mundial, para que o supérfluo dê lugar ao necessário. Além disso, é essencial que o consumo se torne consciente e pautado pelas noções de sustentabilidade, de modo a fazer valer a ordem e o progresso.

Bárbara Muniz. Idade: 16 anos. Vestibulanda.