Panóptico americano

Postagem : 6 de julho de 2013

Com a globalização, as ameaças terroristas e com o cenário internacional cada vez mais competitivo, foram criados sistemas de espionagem capazes de monitorar e coletar informações de diversos indivíduos, nativos ou estrangeiros. Tudo indica que essa violação de privacidade gera controvérsias.
Como se observa, a espionagem norte-americana opera para seu governo, sob a bandeira ao terror, redes de vigilância das comunicações, trabalhando, em conjunto, com sua tecnologia avançada e sua ânsia de poder. Não é possível entender que seus programas secretos retenham, em suas mãos, informações privadas de tantos países e de seus
habitantes, superando fronteiras legais e morais.
Segundo Manuel Castells, um sociólogo espanhol, quem detém o conhecimento, armazena o poder. Sabe-se que empresas, como Google, Facebook e Yahoo são cúmplices da inteligência americana ao fornecerem dados para ciberativistas. Apesar de justificarem a invasão antiética aos cidadãos, como medidas de segurança, é visto por analistas de diferentes países, como uma possível ameaça à democracia. O Brasil pede explicação aos Estados Unidos sobre essa vigilância, que não cumpre a Constituição brasileira, a qual assegura a privacidade, a honra e a imagem de seus habitantes.
O romance “1984”, de George Orwell, que retrata a crescente invasão sobre os direitos do indivíduo e a fiscalização do governo sobre os cidadãos, oferece uma semelhante visão do mundo atual. Deve-se estar atento para esses riscos virtuais, que um governo todo-poderoso pressupõe às sociedades livres. Torna-se fundamental uma vigilância que respeite os limites da privacidade das pessoas, seus direitos e que ofereça apenas as informações, extremamente, necessárias para a segurança de seu país.

Isabelle Reis. Vestibulanda.