Paralelos hipercapitalistas

Postagem : 19 de julho de 2015

A sociedade contemporânea está sendo bombardeada com propagandas e, ao mesmo tempo, reprimida pelo preconceito. Em vista destes problemas atuais, a indústria e a mídia divulgam ideias e conceitos que os beneficiam, mas possuem o poder de influenciar toda população de forma positiva ou negativa.

O século XXI é o tempo do hiperconsumo e a importância dos produtos e objetos superou o valor do homem. Cada vez mais, o que a pessoa possui a define, pois o caráter foi, em muitos indivíduos, substituído pelas roupas e a honestidade pelo dinheiro. Nesse panorama de passagem da sociedade dos produtores para a sociedade dos consumidores, homens e mulheres tornaram-se produtos, pois priorizam o ter e não o ser, um ideal difundido em níveis ontológicos. Considerando toda essa situação preocupante, o conceito de “ethos”, ou seja, o caráter moral vem dando lugar ao vício do consumo devido a propagandas subversivas da indústria midiática.

Como se não bastasse essas circunstâncias infelizes, outra característica que destaca, no mundo pós-moderno, é o preconceito. Isto é fruto tanto de crenças religiosas, como de pensamentos conservadores os quais não aceitam, ou não respeitam a pluralidade de gêneros e etnias, que é uma realidade no mundo globalizado. Porém, essa repulsa ao diferente é proibida pelo 5º artigo da Constituição que diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.” Isto evidencia a necessidade de aceitar cada um independente das suas escolhas.

Neste cenário, muitos serão os desafios para melhorar a sociedade do consumo. Porém, como disse Clarisce Linspector: “O que você tem, todos podem ter, mas quem você é ninguém pode ser”. Isto é, cada um é especial pelo que é e não pelo que a mídia dita ou pelo que as pessoas julgam necessário possuir. Em resumo, nesta realidade hipercapitalista, muitas são as faces ocultas dos cidadãos, mas o homem possui todas as chaves para mudar esses paralelos do mundo contemporâneo.

Briana Henriques. Vestibulanda.

Tema: Como você interpreta as faces ocultas da propaganda, do consumo e do preconceito nos dias atuais?