Pilares tortos

Postagem : 28 de agosto de 2012

A paralisação trabalhista pode gerar efeitos negativos na sociedade brasileira. Vale lembrar que esta prática não é recente, pois outros movimentos semelhantes ocorreram durante a história, principalmente, durante a primeira metade do século XX.

Os protestos a favor da greve quase sempre foram uma ótima maneira de lutar por um salário mais justo e por uma maior igualdade entre as profissões. O problema principal acontece quando os servidores públicos abusam de seus direitos e pedem aumentos exorbitantes. A principal consequência disso é a paralisação generalizada dos serviços públicos, tornando a anarquia e o egocentrismo os pilares que sustentam a sociedade trabalhista. A gravidade do tema é de extrema preocupação, levando em consideração milhares de doentes, com difícil acesso a remédios, suspensão da emissão e da renovação de passaportes e pessoas que não conseguem retirar seus salários em bancos
paralisados. Por isso, os grevistas prejudicam a nação como um todo.

Buscando um pouco na história do país, vemos que, em 1917, houve uma grande paralisação geral da indústria e do comércio do Brasil. Diante deste fato, o país ficou com um déficit na balança comercial, tendo como consequência o aumento dos preços dos produtos no mercado. Vale relatar também que devido ao agravamento deste quadro, várias crianças precisaram trabalhar para complementar as rendas domésticas. Não há como ignorar que a paralisação trabalhista já trouxe vários problemas ao país.

Diante destes pressupostos, devemos ponderar sobre nossas ações e pensar também no público e não só no privado. A greve é sim, importante para combater o conformismo, porém, em doses exageradas, é uma arma que pode prejudicar o Brasil, assim como a situação crítica em que se encontra atualmente a Europa. O ideal seria termos uma maior participação política, para que possamos ficar cientes do que ocorre no país e no mundo, para melhorar o futuro e não construirmos pilares tortos, para desabar as conquistas realizadas ao longo dos anos.

Caio César La-Cava Gonçalves Bernard. Idade: 19 anos. Pretende cursar: Engenharia Civil