Precisa-se de equilíbrio

Postagem : 11 de maio de 2016

Existe um conflito, entre o ontem e o hoje, nos relacionamentos amorosos. Voltar ao passado recente, é uma possibilidade para entender como a mudança foi rápida e intensa, com consequências reais sobre o individualismo atual, que geraram sentimentos de solidão e de vazio existencial.

 

É necessário entender que, nos séculos passados, o amor era algo mais concreto, o compromisso e as promessas amorosas mais frequentemente cumpridas. Demonstrava-se que um necessitava do outro para viver, como se um indivíduo precisasse do outro parceiro para ser inteiro. A escultura “O Beijo”, de Camille e Rodin, artistas franceses, retrata a necessidade de explicitar o amor, entre os dois personagens, em uma relação amorosa até em uma obra de arte.

 

Entretanto, “no mundo líquido”, explicitado pelo filósofo, Zygmunt Bauman, lê-se que as pessoas, estão cada vez mais individualistas, importando-se somente com o que lhes interessa. É evidente, que com a Internet, tudo se tornou mais rápido. Basta clicar, em uma tecla, para se desconectar de um relacionamento, o que gera pessoas descartáveis, amigos ou companheiros que não são mais fixos. Além disso, o consumo, que é muito estimulante, no pós-capitalismo, faz com que o materialismo predomine também nas relações humanas.

 

Imagine-se que a geração futura tenha um equilíbrio entre o passado e o presente e que o amor se torne mais flexível? Pablo Neruda, poeta chileno, posiciona-se sobre o assunto: “O amor é feito espelho: tem de ter reflexo”. Logo, precisa-se de compromisso, de relacionamentos mais concretos, correspondidos e duradouros. Em resumo: Não é possível viver sozinho, sem o apoio de entes queridos para enfrentar as adversidades da vida. Assim, o equilíbrio e a tolerância, entre os casais nos relacionamentos, seriam provavelmente mais sadios, para evitar a solidão e o sentimento de vazio entre os parceiros contemporâneos.

 

Aluna: Letícia Fagundes. Vestibulanda de 2015. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães

 

 

Tema: Relacionamentos amorosos e a fragilidade nos laços humanos contemporâneos.