Preconceito inerte

Postagem : 15 de setembro de 2014

A luta dos negros para serem inclusos na sociedade é antiga e, mesmo após a abolição da escravidão, o Brasil ainda é constituído por algumas pessoas preconceituosas. Atores sociais julgam-se melhores do que outros baseados no tom de pele. É oportuno fazer o mesmo questionamento feito por Guimarães Rosa: “Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?”.
Em primeiro plano, vale lembrar que, em 1888, a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, libertou os escravos. Porém, mais de um século já se passou e os negros ainda sofrem preconceito e são humilhados. A exemplo disto, pode-se citar o caso do goleiro que, durante uma partida de futebol, foi chamado de macaco por uma adolescente. Vê-se, desta forma, que a injúria racial é praticada até mesmo pelos jovens.
Além disso, é importante citar que, segundo o Art. 5° da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei e que a prática do racismo constitui crime inafiançável. O Princípio da Inércia diz que todo corpo em repouso tende a permanecer fixo, a menos que, sobre ele, atue uma força. Partindo desse pressuposto, é evidente que, se as pessoas continuarem ignorando a existência da discriminação aos negros e não se posicionarem contra tal prática os negros, diretamente e indiretamente, continuarão sendo excluídos da sociedade brasileira.
Portanto, deve-se retomar às ideias de Nelson Mandela que afirmava sonhar com o dia em que todos compreenderiam que os seres humanos foram feitos para viver como irmãos, além de pregar que a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. Assim, é necessário que as escolas criem aulas voltadas para ensinar às crianças, em reforço junto com os pais, que o preconceito fere os direitos humanos dos negros e que é um sentimento abominável. Da mesma forma, deve-se de fato, por em prática, a lei vigente e punir, com rigor, quem comete este crime.

João Marcos Costa. Vestibulando – Medicina.

Tema: Que desafios os negros, no Brasil, enfrentam em relação à inclusão social?