Preservando o que resta

Postagem : 1 de outubro de 2013

Desde os primórdios dos tempos, o ser humano se caracteriza por uma estreita relação com a água. Ao observar a história do Egito, por exemplo, fica evidente o eterno anseio do homem para buscar fácil acesso aos recursos hídricos disponíveis.

No passado, as sociedades já dependiam da água para desenvolver suas atividades e, com o passar do tempo, essa relação de necessidade vem aumentando consideravelmente. As indústrias, o setor agropecuário e a crescente população do planeta exploram, em demasia, este recurso que se torna cada vez mais escasso.

No que tange o Brasil, existe uma realidade verdadeiramente paradoxal. Não obstante ao fato de possuir invejáveis reservas hídricas, o país convive com situações de extrema abstinência, principalmente, na região Nordeste, onde a água é praticamente artigo de luxo.

Quando se abordam assuntos relacionados ao meio ambiente, o passado é esclarecedor e o futuro é assustador. A população mundial cresce em velocidade alarmante e faz com que cresça a preocupação com a disponibilidade da água para as gerações futuras.

O quadro que se desenha, nesse contexto, não é nada animador. É notório que poderá chegar o tempo no qual não haverá água suficiente para abastecer o planeta. Nesse fatídico momento, a água se tornará uma “commodity” e, infelizmente, só terá acesso quem dispuser de dinheiro suficiente para adquiri-la.

Daniel Brandão de Oliveira Lopes. Vestibulando. Pretende cursar Medicina.