Pretexto camuflado

Postagem : 6 de julho de 2013

Um sistema de segurança eficaz é essencial para qualquer país para a proteção e sigilo de sua população. Por outro lado, existem limites que separam a vigilância da invasão de privacidade, podendo tornar o sistema de inteligência inconstitucional.

No plano internacional, tem-se o jovem americano, Edward Snowden, que trabalhou como consultor da Agência Nacional de Inteligência dos Estados Unidos. Tudo indica que foi o responsável por vazamento de informações sobre a espionagem americana. O irônico é que, em um mundo globalizado, em pleno século XXI, os norte-americanos
ainda anseiam pelo poder e pelo domínio de outras nações. É oportuno dizer que o país pressionou a Rússia para expulsar Snowden, pois estava foragido, o que evidencia a sede hegemônica dos Estados Unidos, que sempre tiveram poder bélico e agora, mostram ainda seu domínio virtual.

Pode-se acrescentar, ao contexto, a citação do sociólogo espanhol, Manuel Castells, “Os meios de comunicação tornaram-se áreas estratégicas para o poder.” Sendo assim, observa-se que a Internet foi um benefício, em larga escala para o mundo, até mesmo, para as questões de segurança nacional, pois encurta distâncias e elimina muitas barreiras. Por outro lado, esse programa de espionagem secreto supera fronteiras legais e morais, visto que nem tudo é justo na luta contra o terrorismo. É importante avaliar que, no Brasil, por exemplo, a privacidade é assegurada na Constituição e está sendo violada pela ciberespionagem norte-americana.

Desse modo, torna-se fundamental assegurar que os direitos dos internautas não sejam violados, por um ato inconstitucional, diante da sede americana por poder e controle. É importante ainda todos estarem atentos para os limites mundiais, na busca a terroristas, pois a competitividade pode acabar se tornando inimiga e ameaçando as democracias no cenário internacional.

Bruna Lahud. Vestibulanda.