Pseudo-heróis

Postagem : 30 de novembro de 2012

Diante de uma sociedade liderada por valores que são pautados pela corrupção e autoritarismo, vê-se a necessidade do surgimento de um protagonista defensor. No mundo e, em nosso país, são estabelecidos pedestais a pessoas que são consideradas por muitos como heróis. Porém, é necessário questionar: será que é preciso transferir nossos problemas para o alheio solucionar?

Na antiga Iugoslávia, o general Tito se destacou como grande defensor e pacificador do povo Sérvio. Em verdade, foi o responsável por libertar a região do domínio militar nazista e, além disso, conseguiu pacificar a grande diversidade étnica dos povos ali presentes. Personalidades como essas, são de suma importância para nações conflituosas e antidemocráticas. Porém, o povo também deve ser seu próprio defensor e não se tornar dependente de figuras como a de Tito.

No Brasil, somos historicamente acompanhados pela corrupção. Perante a isso, estabeleceram-se altares imagéticos ao atual ministro da Justiça, Joaquim Barbosa, que por exercer bravamente o seu trabalho no julgamento do escândalo do Mensalão, está sendo visto como herói nato pelo nosso povo. Vale destacar ainda, que por ironia do destino, o ministro é bisneto de escravos e é quem está libertando o Brasil, com um golpe de espada na impunidade.

Diante do exposto, observa-se que o governo deve ser o principal responsável pelo bem estar social. É ele que deve praticar justiça, igualdade e democracia acima de tudo. Nossos heróis não devem usar capas e sim, terno e gravata.

Antônio Abdala Filho. Vestibulando. Pretende fazer Medicina.