Raiz do mal

Postagem : 15 de dezembro de 2012

Vivemos hoje em uma sociedade totalmente capitalista. Há quem diga que o dinheiro é a mola que impulsiona o mundo. No entanto, retornando ao passado, pode-se ver que nem sempre foi assim. Antigamente, não havia moeda e a comercialização dos
produtos necessários à subsistência do indivíduo era praticada por meio do escambo. Essa transição acarretou o mundo capitalista atual.

Não resta dúvida de que o dinheiro tornou-se o objetivo maior da sociedade hiperconsumista. As pessoas, cada vez mais obcecadas por possuí-lo, praticam atos inaceitáveis umas com as outras, como as lideranças políticas que aproveitam-se da confiança que lhes foi depositada e se apropriam indevidamente dos recursos públicos que deveriam ser empregados em proveito da população. Um exemplo disso é a guerra que vem ocorrendo no Oriente Médio, provocada pela ambição desmedida dos ditadores que governam os países envolvidos, todos impulsionados pela busca incansável do poder e de mais e mais dinheiro.

Em verdade, o que se vê hoje é uma alimentação do capitalismo, incentivada pela mídia, com seu alto poder de persuasão e abraçada pela sociedade como um ideal de qualidade de vida. Há uma preocupação por parte das pessoas em ostentar uma grife pendurada ao corpo ao invés do próprio caráter. Para o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, o que mudou foi a “modernidade sólida”, que cessa de existir e, em seu lugar, surge a “modernidade líquida”, em que as pessoas vêm sofrendo uma perda de identidade notória e avassaladora. Em seu livro “Vida a crédito”, Bauman elenca questões como o “dinheiro de plástico”, que facilita a compra e dificulta a organização, fazendo com que as pessoas gastem mais do que têm.

Um bom começo seria a conscientização do indivíduo sobre como usar o dinheiro para o seu próprio bem, e não como forma de ostentação ou disputa de poder. O dinheiro é considerado a raiz de todo o mal, mas também pode cortar o mal pela raiz. O importante não é ter mais, mas saber o que ele pode fazer por você e pela sociedade.

Aline Hudson.