Reciclar e aprender

Postagem : 6 de outubro de 2011

Nota-se um paradigma mundial emergente no que tange aos embates vivenciados entre as atuais gerações com suas divergências e conflitos. Sendo assim, há lacunas que precisam ser preenchidas e diferenças a serem enfrentadas.
Como se pode notar, a caminhada jovem, com as inovações tecnológicas, no que diz respeito à comunicação, transformou-se em barreiras, para a comunicação dos mais experientes, que vivem no mesmo círculo social. Por outro lado, os mais velhos rotulam os recém-chegados como frios e menos sentimentais. Além disso, consideram a nova geração com dificuldades de vivenciar os hábitos e costumes presentes há poucas décadas. Esses são os sinais nítidos da real vivência e dos conflitos contemporâneos.
Acompanhado desses fatos, há a falta de diálogo, entre as gerações, que resulta na ausência de compreensão mútua. Evidenciado pelo nome dado à raça humana, “homo sapiens”, ratifica-se a ideia de pensante, aquele que assume o papel de entender o que se passa ao seu redor. Bom seria se no lugar da crítica, olhássemos aqueles com ideologias diferentes com mais respeito. Isto amenizaria a tensão vivenciada na atual sociedade.
Pelo que se precede, esse quadro de diferenças exacerbadas revela um problema social e, até mesmo, familiar. Os fatores positivos a serem agregados são: a propagação de ouvir o diferente, para aprender e preencher os vazios deixados pela falta de diálogo, a fim de que se possam reciclar os pontos de vista intimidatórios entre as partes. Estas reflexões já foram ressaltadas, no texto judaico, ao mencionar que “o bem-estar na vida obtém-se com o aperfeiçoamento da convivência entre os homens”. Deixar de lado a rigidez de costumes pode também ajudar a renovar as opiniões e proceder a compreensão mútua entre os indivíduos no atual contexto social.

Dhimitry Rangel Ferreira – vestibulando. Foco: Faculdade de Medicina.