Saúde pelo Dinheiro

Postagem : 15 de outubro de 2012

As relações, na área de saúde, sofreram diversas modificações nos meados contemporâneos. As atuais interações médico-pacientes rumam a um estilo mecanizado, pecando no caráter humanitário.

As idealizações direcionadas à Medicina começam a perder seu valor, em uma sociedade puramente capitalista, na qual o financeiro prevalece sobre o sentimental. Estranhamente a anamnese, a conversa prévia com o paciente, que permite uma série de diagnósticos, está em desuso. A preocupação é tanta que, em São Paulo, médicos graduados terão que fazer provas para fiscalizar a qualidade do conteúdo acadêmico. Uma boa exemplificação seria a condecorada série “House M.D.” trazendo consigo um médico genial, mas que ironiza a relação com o paciente, um mero objeto de diagnóstico. Nesse quesito, a vida vem imitando a arte.

No contexto globalizado, o paciente ganha acesso a uma série de direitos. A condição de doação de órgãos, por exemplo, já esta explicitada, como escolha em toda carteira de saúde, dando possibilidade a qualquer indivíduo salvar uma vida. Recentemente, também, uma resolução do Conselho Federal de Medicina estabeleceu o testamento vital. Em tese, o paciente terminal pode
escolher o aborto de seus aparelhos vitais. Portanto, mudanças na saúde refletem mudanças nos direitos humanos.

É importante lançar luz na relação médico-paciente mais humanitária. Um bom começo seria empregá-la como prioridade nas faculdades de Medicina brasileiras. Fomentar direitos ao cidadão para com a saúde deve ser um marco. A saúde, ou qualquer outra área da atuação profissional humana deve ser uma escolha de vida que não vise apenas ao dinheiro.

Hugo Freitas V. Fernandes. Idade: 18 anos. Pretende cursar Medicina