Sete chaves

Postagem : 14 de julho de 2012

As parcerias na vida real não são semelhantes. Como se vê no cotidiano, há diferentes formas de amizades, nos quesitos de lealdade, confiança e intimidade. Existem também diferenças na própria essência da palavra, em que os interesses podem ser um dos maiores motivos para o início das grandes relações.

É bom lembrar que fortes amizades têm o poder de fazer a vida valer a pena, não porque a mesma é bela, mas porque já se tem um amigo. É inegável que nem a força do tempo há de destruir uma grande parceria, cujas memórias dos momentos vividos serão sempre guardadas. Inclusive, Francis Bacon nos aponta que ”A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto”. Assim, fica clara a importância do companheirismo.

Porém, é preocupante a constatação de que inimizades e amizades por interesses se fazem presentes no atual contexto de sociedade. O ex-presidente Lula, visando ser eleito nas próximas eleições, juntou-se ao deputado federal, Paulo Maluf, para conseguir força política em São Paulo. Infelizmente, Maluf tem seu nome presente em listas da Interpol, o que torna o ato do ex-presidente Lula uma jogada, em benefício próprio, e não por amizade.

“Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade”. Em sua obra, ”Bons amigos”, Machado de Assis aponta a importância de um espírito guiador em uma amizade. Deve-se sempre ser apontada a realidade, nos relacionamentos, com a intenção de dar e receber o melhor. Não importa o número de amigos, desde que os considerados como tais, sejam verdadeiros. O único número relevante nesse contexto é debaixo de quantas chaves seus amigos são guardados.

Luiz Guilherme da Matta Manhães (Vestibulando)