Sorria, você esta sendo um mentiroso

Postagem : 20 de junho de 2015

O meio virtual possibilita a exposição do eu, em tempo real, o que traz aos usuários uma comunicação interativa. Diante disso, é preciso reconhecer que, no histórico passado, os artistas procuravam retratar seus sentimentos e incertezas, entretanto, a sociedade atual se importa apenas em fixar uma informação fugaz sobre o momento vivido.
Em linhas gerais, artistas, como Van Gogh e Pablo Picasso mostravam, nas telas, em seus autorretratos, suas tristezas, angústias, aflições e medos. Porém, como se pode notar isso não é observado no contexto atual. Pouco se interpreta, nas “selfies” da internet, isto porque grande parte das mesmas é coberta por sorrisos, muitas vezes, tentando passar uma imagem de felicidade irreal.
Outro ponto destoante é o fato de que o ser humano de hoje se encontra, em estado de vício, quando o assunto é o celular. Pode-se observar que vários jovens fazem do momento de lazer a procura pela foto perfeita. Não se importam em aproveitar os momentos da vida, dando mais valor ao número de “curtidas” no “post” do Facebook a mostrar seu verdadeiro eu.
Sob esta ótica, vê-se que a humanidade contemporânea está com os olhos voltados para uma tela, sorrindo forçadamente, com uma intensa vontade, em geral, de mostrar algo que não é. Como advertiu Albert Einstein; “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana e o mundo tenha uma geração de idiotas”. É evidente que este dia está cada vez mais próximo.
Por estas razões, as pessoas precisam impor um limite para a tecnologia. Em verdade, ela é extremamente útil, porém a relação com o próximo deve ter um caráter mais vital no convívio em sociedade. Além disso, é necessário que a pessoa deixe um pouco o ego de lado e mostre o que realmente sente, pensa, faz e gosta. As “selfies” precisam ser reais, felizes ou tristes. Joguemos nossas máscaras no chão e sejamos, realmente, verdadeiros com nós mesmos.

Cícero de Souza Amorim. Vestibulando.

 

Tema: O tempo dos selfies.