Subjetividade das palavras

Postagem : 16 de setembro de 2018

Filósofos sofistas por volta de 494 a.C., Hitler em meio a Segunda Guerra Mundial e políticos da atualidade utilizam o mesmo recurso para mobilizar a massa por meio das palavras. Com seu alto poder de persuasão, os signos linguísticos é o fator principal para a repercussão de ideias.

Desde a socialização primária, a palavra é imprescindível para a compreensão e a horizontalidade das relações. Variando de acordo com o lugar da fala e da regionalidade, há diversas maneiras de reproduzir uma mesma mensagem, que pode divergir apenas em seu esteticismo, o que provoca suas vertentes.

Na obra, “A menina que roubava livros”, do autor australiano, Markus Zusak, vê-se que a potencialidade das palavras, após a aquisição do primeiro livro da protagonista, explicita a abertura para novas subjetividades, até então, inexplorada. Logo, demonstra-se a utilidade do discurso, em meio a instituições pedagógicas, nas quais o professor, como agente estimulante do senso crítico utiliza recursos linguísticos para abertura de caminhos inabitáveis aos aprendizes. Por outro lado, sabe-se que as palavras variam, em suas formas, assim também como isto ocorre nas poesias e nas prosas.

Consciente da importância da palavra e de sua força, torna-se imprescindível sua disseminação. Porém, deve-se vislumbrar e assegurar à população seu devido uso, evitando assim, os discursos de ódio, que possam denegrir a imagem do próximo. Além disso, conjuntamente, as políticas públicas pedagógicas precisam ser impulsionadas pelo Estado, para disseminar o uso consciente da palavra para todos os membros da sociedade.

 

Autora: Maria Eduarda Azevedo. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

 

Tema: A palavra tem poder?