Tiago Lemos Soares. Nota 960 no Enem de 2017

Postagem : 4 de maio de 2018

A Constituição Federal Brasileira prega que é dever do Estado garantir a inclusão social e o acesso à educação por parte dos deficientes físicos. Nesse contexto, vale ressaltar como a negligência aos ideais durkheimianos corrobora para o cenário excludente dos deficientes auditivos ao acesso à educação. Neste sentido, entender como tal discriminação ocorre, por um viés político e social, é essencial para propor soluções.

Em primeiro plano, não são feitos investimentos, por parte da esfera política, na infraestrutura das escolas públicas, de maneira a virar a inclusão dos surdos nas salas de aula. Segundo Durkheim, é dever das instituições assegurar e respaldar as ações humanas. Dessa forma, à medida em que o bem-estar e a formação dos deficientes são negligenciados, rompe-se com a harmonia do sociólogo. Tal panorama revela o descaso do governo com os princípios contidos na Constituição.

Outrossim, ao observar tal questão por um viés social, é possível aferir que o sentimento de alteridade quanto ao próximo se mostra cada vez mais escasso na sociedade brasileira, Desta forma, são recorrentes os casos de discriminação e insensibilidade às metas e direitos dos deficientes auditivos. Tal questão está diretamente relacionada às relações que se dão entre a população e as instituições sociais, como a escola e a família, que são fundamentais na formação ideológica dos indivíduos. Assim sendo, seguindo os primeiros darkheimianos, é necessária a promoção de uma formação mais altruísta à população, por parte das instituições.

Torna-se evidente, portanto, que os deficientes auditivos enfrentam grandes dificuldades para alcançar uma formação educacional e tal panorama exige mudanças. Nesse contexto, o governo deve promover investimentos na infraestrutura das escolas públicas, por meio do repasse de verbas do Ministério da Gestão ao Ministério da Educação, com a contratação de profissionais formados em libras, a fim de garantir a compreensão, por parte dos deficientes, nas aulas. Ademais, o governo deve promover palestras nas escolas com a presença dos familiares, a fim de fomentar o sentimento de alteridade.

Tiago Lemos Soares. Aluno do Centro de Escrita Regina Magalhães.