Traição com alta portabilidade

Postagem : 4 de setembro de 2011

O grande fantasma da maioria das relações amorosas é e sempre foi a traição. Saber que o parceiro deseja outra pessoa é doloroso, inclusive, bem explicitado na história da arte. No momento em que as novas tecnologias expandem a portabilidade, inclusive das emoções, aumentam as chances para conhecer pessoas e, de certa maneira, são facilitadoras, inclusive, dos desenlaces interpessoais.
Os estudiosos sobre o assunto tentam explicar a traição. Na literatura, Jorge Amado, em seu livro “Dona Flor e seus dois maridos”, apresenta até, com certa comicidade, a possível traição de Dona Flor. Apesar de casada, lembra-se frequentemente de seu ex-marido, o boêmio e filho de Exu, Vadinho. Pensar em outro é traição?
Li há poucos dias, que três redes sociais acabaram de tecer, no Brasil, a prestação de serviços, para facilitar a traição conjugal. Juntas, a canadense Ashley Madison, a americana Ohhtel e a holandesa Second Love contam com cerca de 12 milhões de usuários no mundo. Por aqui, já atraíram 500.000 mil pessoas para tal finalidade.
E as famílias de amanhã? Não suportarão as diferenças interpessoais Não aprenderão que o diálogo fortifica os entendimentos, justifica a partida e acomoda a dor de quem ficou para trás?