Um grande passo para a humanidade

Postagem : 12 de agosto de 2020

Com o avanço da ciência, novas portas se abrem e o que antes parecia impossível, hoje se torna cada vez mais alcançável. O processo do desenvolvimento de vacinas não se distancia dessa nova realidade. Com o surgimento do novo coronavírus, cientistas apressam-se em produzir, rapidamente, uma resposta imunológica contra a patologia. Em pouco tempo, algumas vacinas já se candidatam a serem distribuídas, mundialmente, em breve. Dado a este fato, estaria a vacina da SARS-COV-2 prestes a bater um novo recorde mundial?

Quando se fala da produção de vacinas, é de suma importância entender como as mesmas funcionam no sistema imune. O vírus inativo, ou pequenas partes dele são aplicados no organismo e, deste modo, induz à produção de anticorpos e evita uma futura infecção. Apesar de parecer um processo simples, a complexidade da elaboração das tão desejadas vacinas vai além de uma simples amostra do vírus em questão. Para que haja êxito, no funcionamento da imunização a longo prazo, é preciso realizar diversos testes que abranjam um grande número de pessoas, para que seja avaliado como cada indivíduo reage ao experimento. É uma longa caminhada, porém é preciso ser resiliente, confiar no processo e acreditar na ciência. Acredita-se que com a vacina da Covid-19, a humanidade está prestes a presenciar um novo marco, na história, com uma vacina ser produzida o mais rápido possível.

O Brasil não fica para trás, quando o assunto é solidariedade, visto que cerca de 14 mil brasileiros já se voluntariaram para testes. A possível vacina de Oxford, no Reino Unido, aplicou o protótipo, em aproximadamente, 3 mil voluntários, que ficarão em observação por um ano, sendo estes agentes de saúde ou funcionários dos hospitais, que circulam, diariamente, onde há grande concentração do vírus. Essa parceria pode ser de extrema relevância, colocando o território brasileiro na lista de um dos primeiros países a receberam as doses de imunização, em caso de sucesso nos resultados. Também espera-se uma parceria chinesa, com o Instituto Butantan, para testagem de uma nova vacina, contando com 9 mil voluntários e, se bem-sucedida, a produção poderá ocorrer no próprio Instituto.

É uma grande corrida para proteção à vida. Com a recente pandemia, o esperado é que a ciência seja mais valorizada e vista com devido respeito. Investir em pesquisas e estudos é um grande privilégio e agrega benefícios intermináveis para toda a população. “Será revolucionário quem conseguir revolucionar-se”, aponta o filósofo Ludwig Wittgenstein. A revolução científica já começou e é agora. Diante desse cenário caótico causado pelo vírus, basta apenas a esperança de que falta pouco para que tudo se normalize outra vez.

Autora: Maria Eduarda Gomes. Aluna do Centro de Escrita Regina Magalhães.

Tema: Falta Pouco?