Vida Líquida

Postagem : 18 de janeiro de 2013

A solidez dos relacionamentos do passado realmente se transformou, nos dias atuais, em uma sociedade instável. Diante da ambivalência da vida, pode-se dizer que ocorre a padronização dos costumes da sociedade. Também é válido ressaltar que com o desenvolvimento e a diversidade dos meios de comunicação e de moda, é complexo saber fazer escolhas. Mas qual é o preço de
todo esse progresso?

Nesse viés, é oportuno destacar os estudos do sociólogo polonês, Zugmunt Bauman, os quais falam da transformação do mundo. Bauman observa que a modernidade sólida cessa de existir e, em seu lugar, surge a modernidade líquida a qual se caracteriza, principalmente, pela perda da identidade individual para ser igual a todos e agradar os outros. Partindo desses pressupostos, analisa-se que as relações humanas não são mais tangíveis, o que acarreta falta de consistência e de estabilidade o convívio social.

É verdade que, com a globalização e a modernização, o velho “olho no olho” se transformou em um teclado digital. É notório que, no século XXI, as relações ficaram mais fluidas e o convívio mais instável. Em oposição a isso, observa-se que o desenvolvimento dos meios de comunicação possibilita também a mistura de culturas entre os indivíduos.

Como assinalou Cecília Meireles: “Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada”. Diante disso, é importante buscar a felicidade e não procurar apenas agradar o outro, mas a si próprio. Porém, uma vida sem um relacionamento sólido é impossível sobreviver. O primeiro passo para cada pessoa seria lutar pelos seus ideais, com ética, dignidade e perdão para que, quando se olhar no espelho, a imagem refletida seja de um cidadão buscando o melhor para ele e para o mundo.

Luana Ribeiro da Silva Rangel. Pretende cursar Medicina.