Voo solo

Postagem : 24 de agosto de 2015

A superproteção dos pais criou a geração de “adultos-crianças”, aqueles incapazes de decidir por conta própria a vida. Devido a isso, apresentam-se, com freqüência, com dificuldades de se adequarem até ao mercado de trabalho.

Esse curioso comportamento dos pais desenvolve, nos filhos, o chamado “desamparo aprendido”, ou seja, a falta de confiança em si próprios. Deve-se questionar que o “superdirecionamento”, isto é, definir tudo para os filhos, acaba por moldar, inclusive, os seus sonhos. Direcionar não deve ser sinônimo de poder de escolha, pois a opinião e a decisão devem ser dos primogênitos, o que não impede de ensinar-lhes errar e levantar, preparando-os para os desafios da vida adulta.

As consequências de uma educação excessivamente gerenciada pelos pais refletem-se de maneira acentuada, inclusive, no trabalho. Um adulto que não sabe pegar um ônibus e ir trabalhar, por exemplo, passa uma imagem de imaturidade para o empregador. Isso evidencia uma limitação no crescimento dentro da própria empresa. Há também uma necessidade de independência, para que ele seja capaz de refletir e descobrir como lidar com determinadas situações, como ir de um lugar a outro sem a companhia dos pais.

Não se trata de largar os filhos, no meio da floresta, mas sim, prepará-los para sobreviver nela. Na música “Paciência” do cantor e compositor Lenine, ele sublinha: “A gente espera do mundo e o mundo espera de nós”. Logo, precisa-se começar a agir, a fim de que os objetivos pessoais sejam alcançados e não que eles esperem que aconteçam do nada. Para isso, os progenitores devem permitir o voo solo de seus filhos para uma vida mais independente e produtiva para o mundo.

Carolina Gomes. Vestibulanda.

Tema: A ex-diretora de Stanford diz que o “overparenting” é a obsessão dos pais para guiar e proteger seus filhos, criando uma geração de “adultos-crianças” despreparada para o mundo.

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